quarta-feira, 9 de março de 2011

As cinzas da quarta


(Beto Takai)

Vamos comemorar o fim do carnaval
E discutir sempre em versos tão modernos
Qualquer coisa intelectual
Nos confetes suados de desamor
Vamos comemorar de uma vez por todas
O fim da fossa colorida, a imensa dor
O meu reinado, e o teu também
Só tem inicio quando acabar o carnaval
Se deu vontade de chorar, vamos meu bem
Tocar no violão essa balada sensual
Ver a luz apagar no fim da noite,
E ouvir o batuque silenciar
No fim do nosso carnaval

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tudo em nós


(Beto Takai)

De todas as palavras
As que tem sentido
Só fazem algum efeito
Quando postas para sangrar
Reunidas uma a uma
Cada significado, consoante, vogal
São insuficientes para indicar
Onde encontrar o amor
Que sinto por você.
Olho para a rua, a moto
E na velocidade, o vento no rosto
Encontro teu cheiro no ar
Subindo a visão
As estrelas que cobrem o céu
Desenham teu olhar
Entre sóis e constelações
Adiante na minha casa
Nosso suor em meus lençóis
E teu gosto na água do chuveiro
Em cada passo, cada reta, poesia
Encontro você
O que não tem modelo nem molde
O que só existe em você
O que só existe em mim
Quando encontro nosso amor

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para B


(Beto Takai)

Darei a paz se você a desejar
Entregarei ela em uma bandeja
Junto com todas essas coisas
Que compõe a felicidade:
Entre todas elas, nós, o desejo

Darei ao teu coração o que ele desejar
Entregarei teu corpo
Junto com os meu toques
Que também são saliva, boca, nexo
Entre todas elas, nós também, o sexo

Em uma dessas noites
Será feita a tua vontade
Tudo o que pontuei em você
Entregarei sem luta, cansado
Para outro coração

Em uma dessas noites
Será que serei novamente feliz?
Tudo o que já foi força
Entregarei ao meu suspiro
Para deixar em paz teu coração

Obrigado Caetano


(Beto Takai)


Caetano, eu ando tão down
Eu conheci todo esse amor
Não me leve a mal
São poesias, musicas, livros de receita
É toda essa coisa do banho juntos
O que passou, passava, o que aceita
Agradeço ao pouco que pude dar
Não encontro nada mais perfeito
Do que teu simples cheiro no ar
Tô te escutando, baby, caetano
Não paro de te ouvir
Quase-sempre tão vivo e cigano
Decifrando minhas caras
Cobrindo minhas feridas de lágrimas
Minhas marcas as claras

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Para Roma (no meio-fio)


(beto takai)

Saem os acordes do meu coração
Na esperança de te ter em qualquer lugar
Ou ao menos de te ver
No meio fio daquela nuvem lá ao longe
Com forma de sentimento
Que seja eu e você
No eterno vagar do vento
Em qualquer direção

terça-feira, 15 de junho de 2010

Medo dos Olhos


(Beto Takai)

Os olhos puxados de guardar palavras
As palavras cansadas de gerar olhares
E o menino entra
Ele aparece, senta e possui
Consegue enxergar por minha roupa
-Gosto de pessoas simples
-Eu sou simples (ainda mais agora ‘sem roupa’)
Trocamos duas palavras
Poucos olhares
Suficientes para perceber
Que tenho medo.
(Admiração)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Orgânicos


(Beto Takai)

O Teatro é organico
Como o lírio que chora.
Os artistas são loucos
Por que querem encontrar o amor.
O mundo está podre
Feito uma barriga inchada de fome.
As vezes gosto de acreditar
Que vou conseguir despertar
Desse sonho mal
para dançar no meio-fio de uma núvem
Com pessoas suer loucas
E a babaquice do undo
Evaporace com o nosso suor
E caísse feito bosta
Nos caretas que não sabem dançar.

PS: Orgânico é um termo genérico para processos ligados à vida, ou substâncias originadas destes processos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Itinerário (dos anjos?)



(Beto Takai)

O caminho está coberto de lagrimas.
Eu as deixo caírem
Como gotas de um remédio amargo
De cima eu consigo ver
loucos, putas, belos, velhos
Todos com sua solidão interna e imensa.
E eu não tão distante,
Estou só.
Até meu amigo secreto me abandonou
E as borboletas antes coloridas que saiam de mim
Esconderam-se em algum lugar
Só consigo abrir minhas asas com dificuldade.
Eu sou Ana, Claudio, Nabucodonosor, Isis, Homem, Mulher
Sou aquele que tratou de inventar toda escuridão
E que quando voa, consegue abrir uma luz
A luz que preciso para viver: Liberdade.

Para Dani


(Beto Takai)


Não cabe a nós entender
Os mistérios que nos completam.
Não cabe a ninguém nos entender!
Por que qualquer coisa
Além do que é compreensível
Só é real até o momento
Em que tudo faz sentido

Sente como a arte cobre nossas vidas?
(envolve)
E pisa nas veias
Que ligam os nossos sentimentos
E nos unem as outros incompreensíveis
Que assim como nós
Não conseguem se entender.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sobre o amarelo.


(Beto Takai)

É do sol aquilo que é da rua
É da sombra chorosa e precisa
É do velho bebendo da carência
É do tolo que rir por inocência.

Senta, claro e leve
Sente, quente e sóbrio
Cair num sonho branco cheio de amarelo
E casar com as sombras
Entre galhos e ferros
Areia e poesia.

As armas que são instrumentos
A dor que comporta o alimento
É amarelo
É claro e consistente
É o que se guarda
E não sente.

PS: Fotos by Jânio Tavares.

sábado, 19 de setembro de 2009

Quando canto


(Beto Takai)

Quando o céu azul
Enrola o cacheado das nuvens
E as musicas que canto
Ecoam entre os cantos do universo,
A poesia se move
E transforma tudo o que existe
Numa dança onde revólveres e facas
Transformam-se em faunos e fadas.

Metamorfose de sentimento e cores
Numa manifestação da arte
Em um mundo onde a grana
Compra o espaço, esconde o amor
E transforma tudo na feia fumaça
Que Caetano outrora mostrava
Em proféticas palavras
Numa bela canção empoeirada.

domingo, 2 de agosto de 2009

Espetáculo 4 em 1!



11,12 e 13 de agosto de 2009, CCBNB Cariri, 19h

14 de agosto de 2009, Crato, 19h

15 de agosto de 2009, Nova Olinda

Espetáculo

4 em 1

Um velório... Uma casa fechada... Uma menina e sua boneca... Mãe e filha... Quatro imagens que se repetem e se entrecruzam dentro de um mesmo espetáculo que, como num quadrado, mostra quatro faces distintas do universo feminino, marcado sempre pela morte à espreita em oposição ao desejo de liberdade. 4 em 1, ou melhor, quatro experimentações cênicas em um espetáculo, é o resultado do encontro artístico entre quatro dramaturgos cearenses sob a ótica de outros quatro alunos-diretores, para uma cena reunindo 18 alunos-atores.


1º quadro:

O HÓSPEDE

Retrata a vida de uma nobre família desestruturada a partir da presença de um determinado hóspede. Um homem capaz de despertar o amor e o desejo de liberdade que confluirá para o romper de portas da casa que mais se assemelha a uma prisão.

Texto: Ueliton Rocon

Direção Joylson Jonh Kandahar

Elenco: Erismar Alves (Alberto), Jackeline Dantas (Dolores), Kelliane Eskthyny (Ifigênia), Maria Daguia (Albânia) e Roszlly Lopes (Bernarda)


2º quadro:

A CASA FECHADA

Numa cidadezinha do interior um episódio misterioso mobiliza os seus diversos moradores. Pouco se sabe e muito se especula sobre o que teria acontecido na casa que passara o dia inteiro fechada.

Texto: Wilson Barros

Direção: Luciano Oliveira

Elenco: Aédra Dessiré (Ritoca/Mª das Dores), Fábio Guimarães (Geraldino) e Socorro Brito (Dona Sinfonia).


3º quadro:

ABRIL

Em meio a uma chuva torrencial, uma árvore serve de abrigo a uma menina e sua boneca. O desejo de não estar só faz com que imaginação e realidade se interceptem nessa história que fala de vida, encontros, perdas e desilusões.

Texto: Rafael Ary

Direção: Virgínia Mirtys

Elenco: Alana Morais (Plínia) e Elizzieldon Dantas (Banto)


4º quadro:

ARMADILHAS

Vida e arte se relacionam neste entrecho em que o amor é armadilha. Armadilha que prende e que também pode ser sinônimo de liberdade. Um universo marcado pela forte presença de mães e mulheres que amam, sofrem e lutam por melhores dias.

Contos Mentira de amor e Cícera Candóia de Ronaldo Correia de Brito

Adaptação: Diógenes Maciel

Direção: Edceu Barboza

Elenco: Adriano Brito (Sebastião Quinzim), Amélia Costa (Delmira), Arlet Almeida (Cícera Candóia), Beto Takai (Apresentador/Narrador), Carla Prata (D. Antonia), Edvânia Martins (Filha 1), Fernanda Duarte (Filha 2) e Nilson Matos (Juvêncio).


FICHA TÉCNICA GERAL

Participação Especial: Edmilson Soares

Figurinos (concepção): Yuri Yamamoto

Figurinos (confecção): Fátima Soares, Helena de Assis e Tônya Bezerra

Iluminação: Fabiano Diniz

Maquiagem: Williams Muniz

Orientação de montagem: Duílio Cunha

Equipe de produção: Aédra Dessiré, Adriano Brito, Alana Morais, Arlet Almeida, Carla Prata, Edmilson Soares, Fernanda Duarte, Kelliane Eskthyny, Maria Daguia e Socorro Brito.

Coordenação de Produção: Rita Cidade