Vamos comemorar o fim do carnaval E discutir sempre em versos tão modernos Qualquer coisa intelectual Nos confetes suados de desamor Vamos comemorar de uma vez por todas O fim da fossa colorida, a imensa dor O meu reinado, e o teu também Só tem inicio quando acabar o carnaval Se deu vontade de chorar, vamos meu bem Tocar no violão essa balada sensual Ver a luz apagar no fim da noite, E ouvir o batuque silenciar No fim do nosso carnaval
De todas as palavras As que tem sentido Só fazem algum efeito Quando postas para sangrar Reunidas uma a uma Cada significado, consoante, vogal São insuficientes para indicar Onde encontrar o amor Que sinto por você. Olho para a rua, a moto E na velocidade, o vento no rosto Encontro teu cheiro no ar Subindo a visão As estrelas que cobrem o céu Desenham teu olhar Entre sóis e constelações Adiante na minha casa Nosso suor em meus lençóis E teu gosto na água do chuveiro Em cada passo, cada reta, poesia Encontro você O que não tem modelo nem molde O que só existe em você O que só existe em mim Quando encontro nosso amor
Darei a paz se você a desejar Entregarei ela em uma bandeja Junto com todas essas coisas Que compõe a felicidade: Entre todas elas, nós, o desejo
Darei ao teu coração o que ele desejar Entregarei teu corpo Junto com os meu toques Que também são saliva, boca, nexo Entre todas elas, nós também, o sexo
Em uma dessas noites Será feita a tua vontade Tudo o que pontuei em você Entregarei sem luta, cansado Para outro coração
Em uma dessas noites Será que serei novamente feliz? Tudo o que já foi força Entregarei ao meu suspiro Para deixar em paz teu coração
Caetano, eu ando tão down Eu conheci todo esse amor Não me leve a mal São poesias, musicas, livros de receita É toda essa coisa do banho juntos O que passou, passava, o que aceita Agradeço ao pouco que pude dar Não encontro nada mais perfeito Do que teu simples cheiro no ar Tô te escutando, baby, caetano Não paro de te ouvir Quase-sempre tão vivo e cigano Decifrando minhas caras Cobrindo minhas feridas de lágrimas Minhas marcas as claras
Saem os acordes do meu coração Na esperança de te ter em qualquer lugar Ou ao menos de te ver No meio fio daquela nuvem lá ao longe Com forma de sentimento Que seja eu e você No eterno vagar do vento Em qualquer direção
Os olhos puxados de guardar palavras As palavras cansadas de gerar olhares E o menino entra Ele aparece, senta e possui Consegue enxergar por minha roupa -Gosto de pessoas simples -Eu sou simples (ainda mais agora ‘sem roupa’) Trocamos duas palavras Poucos olhares Suficientes para perceber Que tenho medo. (Admiração)
O Teatro é organico Como o lírio que chora. Os artistas são loucos Por que querem encontrar o amor. O mundo está podre Feito uma barriga inchada de fome. As vezes gosto de acreditar Que vou conseguir despertar Desse sonho mal para dançar no meio-fio de uma núvem Com pessoas suer loucas E a babaquice do undo Evaporace com o nosso suor E caísse feito bosta Nos caretas que não sabem dançar.
PS: Orgânico é um termo genérico para processos ligados à vida, ou substâncias originadas destes processos.
O caminho está coberto de lagrimas. Eu as deixo caírem Como gotas de um remédio amargo De cima eu consigo ver loucos, putas, belos, velhos Todos com sua solidão interna e imensa. E eu não tão distante, Estou só. Até meu amigo secreto me abandonou E as borboletas antes coloridas que saiam de mim Esconderam-se em algum lugar Só consigo abrir minhas asas com dificuldade. Eu sou Ana, Claudio, Nabucodonosor, Isis, Homem, Mulher Sou aquele que tratou de inventar toda escuridão E que quando voa, consegue abrir uma luz A luz que preciso para viver: Liberdade.
Não cabe a nós entender Os mistérios que nos completam. Não cabe a ninguém nos entender! Por que qualquer coisa Além do que é compreensível Só é real até o momento Em que tudo faz sentido
Sente como a arte cobre nossas vidas? (envolve) E pisa nas veias Que ligam os nossos sentimentos E nos unem as outros incompreensíveis Que assim como nós Não conseguem se entender.
Quando o céu azul Enrola o cacheado das nuvens E as musicas que canto Ecoam entre os cantos do universo, A poesia se move E transforma tudo o que existe Numa dança onde revólveres e facas Transformam-se em faunos e fadas.
Metamorfose de sentimento e cores Numa manifestação da arte Em um mundo onde a grana Compra o espaço, esconde o amor E transforma tudo na feia fumaça Que Caetano outrora mostrava Em proféticas palavras Numa bela canção empoeirada.
Um velório... Uma casa fechada... Uma menina e sua boneca... Mãe e filha... Quatro imagens que se repetem e se entrecruzam dentro de um mesmo espetáculo que, como num quadrado, mostra quatro faces distintas do universo feminino, marcado sempre pela morte à espreita em oposição ao desejo de liberdade. 4 em 1, ou melhor, quatro experimentações cênicas em um espetáculo, é o resultado do encontro artístico entre quatro dramaturgos cearenses sob a ótica de outros quatro alunos-diretores, para uma cena reunindo 18 alunos-atores.
1º quadro:
O HÓSPEDE
Retrata a vida de uma nobre família desestruturada a partir da presença de um determinado hóspede. Um homem capaz de despertar o amor e o desejo de liberdade que confluirá para o romper de portas da casa que mais se assemelha a uma prisão.
Texto: Ueliton Rocon
Direção Joylson Jonh Kandahar
Elenco: Erismar Alves (Alberto), Jackeline Dantas (Dolores), Kelliane Eskthyny (Ifigênia), Maria Daguia (Albânia) e Roszlly Lopes (Bernarda)
2º quadro:
A CASA FECHADA
Numa cidadezinha do interior um episódio misterioso mobiliza os seus diversos moradores. Pouco se sabe e muito se especula sobre o que teria acontecido na casa que passara o dia inteiro fechada.
Texto: Wilson Barros
Direção: Luciano Oliveira
Elenco: Aédra Dessiré (Ritoca/Mª das Dores), Fábio Guimarães (Geraldino) e Socorro Brito (Dona Sinfonia).
3º quadro:
ABRIL
Em meio a uma chuva torrencial, uma árvore serve de abrigo a uma menina e sua boneca. O desejo de não estar só faz com que imaginação e realidade se interceptem nessa história que fala de vida, encontros, perdas e desilusões.
Texto: Rafael Ary
Direção: Virgínia Mirtys
Elenco: Alana Morais (Plínia) e Elizzieldon Dantas (Banto)
4º quadro:
ARMADILHAS
Vida e arte se relacionam neste entrecho em que o amor é armadilha. Armadilha que prende e que também pode ser sinônimo de liberdade. Um universo marcado pela forte presença de mães e mulheres que amam, sofrem e lutam por melhores dias.
Contos Mentira de amor e Cícera Candóia de Ronaldo Correia de Brito
Figurinos (confecção): Fátima Soares, Helena de Assis e Tônya Bezerra
Iluminação: Fabiano Diniz
Maquiagem: Williams Muniz
Orientação de montagem: Duílio Cunha
Equipe de produção: Aédra Dessiré, Adriano Brito, Alana Morais, Arlet Almeida, Carla Prata, Edmilson Soares, Fernanda Duarte, Kelliane Eskthyny, Maria Daguia e Socorro Brito.